O mosquito transmissor do vírus da dengue pode ter desenvolvido um novo hábito e estar se desenvolvendo no período de seca e estiagem. Em julho deste ano, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) registrou 150 casos da doença, época atípica para proliferação do mosquito.
Até então, as notificações de dengue nos meses de maio, junho, julho e agosto eram consideradas insignificantes.
Os ovos do Aedes Aegypt sobrevivem até 450 dias no seco e podem se desenvolver no primeiro contato com água. “O mosquito está mudando os hábitos e conseguindo se desenvolver no período da estiagem e do frio”, alerta Alcides Ferreira, coordenador municipal de Controle de Vetores do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses).
As larvas do mosquito têm o ciclo de desenvolvimento atrasado por conta da baixa temperatura, mas podem eclodir normalmente. A mudança de hábito causou o aparecimento de casos de dengue no Rio Grande do Sul, estado com temperaturas tipicamente mais baixas.
É recomendando para que a população não mantenha possíveis criadouros do mosquito, mantendo caixas d’água bem tampadas e tambores lavados uma vez por semana. A limpeza das calhas e do ladrão da laje, além da colocação de tela no cano de suspiro das fossas é importante.
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