Um ano após ser afastada da comarca de Anaurilândia, a juíza Margarida Elisabeth Weiler, que responde a processo administrativo, foi colocada em “disponibilidade” pelo TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).
Com a decisão, ela continua recebendo integralmente os vencimentos, em torno de R$ 24 mil por mês, mas não voltará, por tempo indeterminado, a exercer suas atividades.
Em 20 de novembro de 2008, a magistrada foi condenada por improbidade administrativa pelo juiz de Caarapó. No entanto, mais detalhes dos processos não são divulgados porque os casos tramitam em segredo de Justiça.
Ela foi afastada em 13 de fevereiro do ano passado. Os afastamentos eram prorrogados por mais três meses. O último venceu em 23 de janeiro deste ano.
Conforme o artigo 260 do Código da Divisão Administrativa do Poder Judiciário, o magistrado ficará em disponibilidade, com as vantagens a que tem direito, até ser aproveitado. Neste caso, até a conclusão dos processos administrativos.
A magistrada é acusada de ter beneficiado o empresário Luiz Eduardo Auricchio Bottura, que teria montado uma indústria contra desafetos em Anaurilândia, a 359 quilômetros da Capital.
Ela havia sido removida da comarca de Caarapó devido a acusações de peculato, prevaricação, tráfico de influência e abuso de poder. Completa a ficha acusações de transferências irregulares de presos, desobediência a instruções da Corregedoria-Geral de Justiça em relação à cautela de veículos apreendidos e despachos irregulares.
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