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Famasul aponta risco de importar gado paraguaio
Segunda-feira, 25 de Maio de 2009 16:32 Reportar erro | Comentários(0)
Aline Queiroz
A Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) alerta para os riscos de importar gado em pé do Alto Paraguai, conforme prevê o prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra (PSDB).

A entidade articula reunião com produtores rurais para discutir problemas de transporte e estrutura que inviabilizam a importação, apontados em estudo da instituição. O encontro é na quinta-feira (28/05), às 14 horas.

Em entrevista ao Campo Grande News, Cintra revelou que viaja dia 29 a Assunção (PY), na intenção de fechar o acordo, que possibilitará a entrada de gado em pé ao Estado.

O prefeito destacou que a região do Alto Paraguai tem 150 mil animais e fica longe de Assunção, onde são abatidos. A intenção é que os animais abasteçam o Marfrig, que retomou hoje os abates.

De acordo com o presidente da Famasul, Ademar Silva Júnior, o Marfrig não tem desossa o que gera uma preocupação quanto à sanidade animal ainda maior para a pecuária brasileira. “A fronteira já sofre com os altos custos da produção pecuária e a movimentação de carne sem desossa pelo Estado de outro país gera uma preocupação não só para MS como também para o resto do País”, alertou Silva Junior.

Segundo a Famsul, o presidente do Sindicato Rural de Porto Murtinho, Italívio Coelho Neto, teme que a importação “gere expectativa de excesso de oferta e derrube os preços da arroba” em Porto Murtinho. “É perigoso também na questão da sanidade porque a faixa vizinha ao Alto Paraguai não está com a ZAV (Zona de Alta Vigilância]) concluída, não temos garantia de nada”, afirma Coelho Neto.
 
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