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Marcelo Victor
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André Puccinelli (esquerda) e Longen (último à direita) estão em Rio Verde e discutem nesta tarde a possibilidade de redução de salários e de carga horária |
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O governador André Puccinelli (PMDB) e o presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), Sérgio Marcolino Longen, almoçaram juntos nesta tarde, em Rio Verde, e longe da imprensa conversaram sobre a possibilidade de redução de salários e da jornada de trabalho em algumas empresas do Estado.
Aos jornalistas, o governador manteve seu posicionamento, afirmando que só manterá incentivos fiscais a empresas que não demitirem e não reduzirem salários, conforme acordo firmado em novembro do ano passado, a partir da redução da pauta fiscal da carne e de alguns outros itens.
A proposta da Fiems é reduzir salários e jornada de trabalho em 25%. A questão será discutida na próxima segunda-feira, dia 2 de fevereiro, no TRT (Tribunal Regional de Trabalho).
Segundo o governador, a maior parte do “falatório” sobre a crise, é exagero. “Da crise, 70% é lamúria. Só 30% é real”, declarou, ressaltando que o clima criado em torno do assunto “crise” faz com que as pessoas consumam menos.
Em entrevista à imprensa, o presidente da Fiems tentou se esquivar do assunto e ressaltou a importância de “discutir ações que protejam o trabalho”.
“A proposta da Fiems é usar as leis do País para amenizar as demissões”, declarou.
Ele também ressaltou a importância de todos os setores – governo, patrões e sindicatos – ficarem unidos para conseguir manter os empregos em Mato Grosso do Sul.
“Temos de usar o incentivo fiscal do governo como uma forma de manter o trabalho nas indústrias”, afirmou.
Incentivos – André Puccinelli enfatizou nesta manhã que o governo já adotou “todas as medidas possíveis” para incentivar o setor, como prorrogação do prazo do recolhimento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e redução de pautas fiscais usadas como base para incidência do imposto.
O governador disse que estuda a possibilidade de estender em 5 dias o recolhimento do ICMS, além da dilatação em 10 dias, já concedida. Isso, condicionou, dependerá do governo ter “fôlego” para aumentar o prazo.
A Fiems recentemente apresentou uma relação com pedidos de mais medidas de socorro ao governo. Dentre elas, a prorrogação do prazo para recolhimento do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), permitindo mais fluxo de dinheiro na economia, mais incentivo fiscal às indústrias que segurassem empregos e gestões junto às prefeituras para que elas prorroguem também o prazo do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). |